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Os preços dos quartos/camas são livres ou tabelados ?

O valor a cobrar dos estudantes bolseiros é tabelado por lei e não pode ser ultrapassado, mesmo que por comum acordo, pois estes estudantes recebem um complemento de alojamento justamente por não terem condições económicas para o suportar. Veja o quadro abaixo.

Quais são os preços tabelados para bolseiros ?

Estes são os valores máximos que se pode cobrar a bolseiros. Estes valores são os finais, ou seja, já incluem IVA.

 

€310,24Lisboa, Cascais e Oeiras
€288,08Porto, Amadora, Almada, Odivelas, Matosinhos
€265,92Funchal, Portimão, Vila Nova de Gaia, Barreiro, Faro, Setúbal, Maia, Coimbra, Aveiro
€265,92Braga
€243,76Demais concelhos não incluídos nos escalões anteriores

Como sei que um estudantes é mesmo bolseiro?

Deve pedir ao estudante o documento oficial que comprove que ele obteve uma bolsa ou que se candidatou e está em fase de análise.

Que valores posso cobrar aos outros estudantes no mercado livre (não bolseiros) ?

Para as vagas para quartos/camas para estudantes não bolseiros, a negociação é livre e a referência são os preços de mercado praticados na localidade ou cidade.

É importante pesquisar os valores de mercado para fazer uma proposta realista e razoável, já que os segmento de estudantes naturalmente não é comparável com o do Turismo ou mesmo com o arrendamento de mid-term para profissionais e outras situações.

Uma fonte para consulta de preços, além de outros portais imobiliários, é o Observatório do Alojamento Estudantil que traz preços médios de várias regiões.

www.student.alfredo.pt

Os consumos devem estar incluídos no preço mensal?

Sim, mas pode estabelecer um limite máximo de consumo mensal por estudante incluído no valor mensal. 

O protocolo permite , em casos justificados, cobrar o consumo que ultrapasse 30 euros por estudante. Não é claro se está a referir apenas o valor do consumo variável (consumo efetivo) ou se estes 30 euros incluem também o valor das tarifas fixas de consumo fixo.

Qual é a sugestão para lidar com os consumos?

Aquilo que sugerimos, mais uma vez, é bom-senso e alguma flexibilidade, em especial como os alunos bolseiros. Cada alojamento já tem uma noção dos gastos de utilização típica, por exemplo, em períodos de ocupação quase total. O ideal é tentar dividir este valor normal pelo número de estudantes e procurar incluir no preço um valor que evite cobranças adicionais regulares.

A possibilidade de conciliar bolseiros e estudantes com preço livre pode permitir uma fórmula mais equilibrada que já contemple um consumo razoável.

A monitorização e a cobrança destes consumos extras, em especial por não haver contadores individualizados é uma tarefa que consome tempo e pode ser desgastante.

No caso dos bolseiros, quem faz o pagamento? O estudante ou a instituição de ensino?

É sempre o estudante. Ele recebe  mensalmente do Estado uma bolsa com um complemento para alojamento no valor tabelado e paga normalmente o seu valor mensal ao alojamento como qualquer outro hóspede de longa duração. Para receber este valor ,o estudante deve mostrar a fatura/recibo de pagamento do alojamento.

Posso pedir meses adiantados a bolseiros?

Sim, está previsto o pagamento no início do contrato do valor equivalente a 3 meses, ou seja, o mês corrente de início mais dois de adiantamento. Por ser um esforço financeiro complicado para os estudantes bolseiros, o Estado disponibilizou-se a adiantar este valor.

O estudante vai precisar de uma fatura pró-forma ou uma declaração de princípio de reserva com a menção do valor dos 3 meses para poder pedir ao Estado este adiantamento.

Posso pedir uma caução ?

Para os bolseiros, as regras do protocolo não permitem cobrar um valor de caução para danos e incumprimentos. Como referido pode-se pedir o pagamento de dois meses adiantados o que garante eventuais incumprimentos do pagamento. Também é possível contemplar no contrato, a obrigação de reposição por danos e valores de indemnização. O protocolo prevê um sistema de arbitragem para resolver situações quando não houver acordo.

Ainda assim, o contrato pode também definir certos comportamentos e danos não repostos como motivo de rescisão por justa causa.

Como os estudantes bolseiros também não têm interesse em criar conflitos e correr o risco de perder a bolsa, há uma margem para o bom-senso e negociação. Em casos de problemas, a ALEP disponibiliza-se a ajudar os associados a chegar a um acordo , utilizando inclusive os canais oficiais criados por este protocolo.

Exemplo 1

Um apartamento T2 em Lisboa com um quarto com capacidade para dois estudantes e um quarto individual. O alojamento pode destinar o quarto partilhado para 2 estudantes bolseiros e o quarto individual para um estudante no mercado livre.

No caso dos bolseiros , o máximo que pode cobrar por estudante são 310,24 euros. Como são dois estudantes, o total são 620,48.

No quarto individual, a negociação é livre a valores de mercado do bairro em causa e de acordo com as condições do quarto e do imóvel. Utilizando, por exemplo, o custo médio por quarto em Lisboa dado pela Uniplaces que são 377 euros, significa que ao todo este T2 mais espaçoso pode ter uma receita mensal de 997,48.

Já se for um T2 com quartos menores e todo dedicado aos bolseiros , teria uma receita potencial de 930,72.

Isto reforça que a análise é feita caso a caso e depende muito da tipologia do imóvel e características dos quartos e casa.

Exemplo 2

Uma moradia em AL com 4 quartos em Braga toda dedicada a estudantes, sendo os 4 quartos individuais. Como 2 devem estar disponibilizados a bolseiros, teriam um valor de 265,92 cada . num total de 531,84. Para os outros dois quartos no mercado livre , aplicando um valor médio de 300 euros cada, somam um total de mais 600 euros.

Assim, neste caso, a receita total seria de 1.131,84euros. Naturalmente, num imóvel com a mesma tipologia , se o layout ou características dos quartos for outro, o resultado pode ser completamente diferente.